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5ª Edição do Fórum Mulheres que Transformam promove diálogo sobre enfrentamento à violência doméstica

Instituto Caju promove evento que discute o enfrentamento à violência doméstica contra mulheres

21/08/2026 14h00
Por: Valeria
Fonte: Por Valéria Paixão
Imagem/Caju
Imagem/Caju

A 5ª edição do Fórum Mulheres que Transformam, foi realizada neste sábado, 08 de agosto de 2026, no Espaço Cultural Grande Otelo, em Osasco/SP.  Promovido pelo Instituto Caju, teve como tema central “Rompendo o Silêncio: Enfrentamento à Violência Doméstica”, trazendo uma reflexão profunda sobre violações dos direitos humanos que afeta mulheres de diferentes idades, classes sociais, religiões e níveis de escolaridade. Além de estudantes, lideranças, profissionais, representantes do terceiro setor e pessoas que atuam ou desejam atuar em iniciativas sociais.

A cada ano o projeto vem ganhando força e abrindo cada vez mais espaço para escuta, participação e construção coletiva. A ideia é conscientizar a sociedade sobre a importância de criar, divulgar e expandir um espaço que fortaleça o diálogo e a conscientização pelo enfrentamento à violência contra as mulheres.

Ao contrário do que se pensa, violência doméstica vai além de agressões físicas. Ela também se manifesta por meio da violência psicológica, moral, patrimonial, sexual e institucional. Combatê-la significa informar, acolher, proteger e construir uma cultura baseada no respeito e na equidade.

Painéis ampliam a discussão sobre o enfrentamento à violência doméstica

O primeiro tema abordado foi: “O Preço do Silêncio”, uma reflexão sobre os impactos do silêncio diante da violência e a importância do acolhimento, da escuta e da coragem para romper ciclos de abuso.

Conduzido por Thais Rodella, mentora em saúde e desenvolvimento humano, que há mais de quinze anos acompanha pessoas em processos de transformação. O destaque foi para o fortalecimento da autonomia, da saúde emocional, performance sustentável e da construção de relações mais conscientes.

O segundo painel, cujo tema foi: “20 Anos da Lei Maria da Penha: a importância da escuta e da voz da mulher vítima de violência doméstica”, foi apresentado por Ivie Nascimento, advogada, facilitadora de Círculos de Construção de Paz e Justiça Restaurativa pela Escola Paulista da Magistratura. Além de diretora administrativa do Instituto de Direitos Humanos Flor de Cactos.

A construção da Carta Proposta

O Fórum Mulheres que Transformam, vai além de dar voz às mulheres vítimas de violência. Durante o evento foi possível elaborar através de um formulário digital um documento, onde foram coletadas sugestões, reivindicações e propostas para fortalecer as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

As contribuições serão reunidas em uma Carta Aberta, e entregue às Secretarias Municipais da Mulher, Assistência Social, Direitos Humanos e demais autoridades competentes. Cada participação é muito importante.

 Entre os objetivos alcançados:

  • Informar sobre os diferentes tipos de violência doméstica;
  • Orientar quanto aos direitos garantidos por lei;
  • Divulgar os canais de denúncia e os serviços de proteção;
  • Fortalecimento de redes de apoio para mulheres;
  • Incentivar o fortalecimento da autoestima, autocuidado e autonomia pessoal;
  • Conscientizar a população sobre a prevenção da violência contra mulheres;

Embaixadoras Mulheres que Transformam 2026

Este ano tivemos a participação das Embaixadoras Valéria de Oliveira e Jussimara Gisele da Silva Anjos, que durante o evento compartilharam suas experiências e iniciatiuvas em prol dessa luta. A iniciativa busca ampliar o impacto do Fórum e assegurar a participação contínua das mulheres na construção de políticas e ações voltadas para o fortalecimento da sociedade civil.

Ações afirmativas que geram mudanças

É com orgulho que o Instituto Caju, promove o Fórum Mulheres que Transformam e segue como um dos principais instrumentos de articulação social, diálogo e atuação direta de mulheres em seus territórios.

Para Daniely Sousa, idealizadora do projeto o evento propõe uma provocação que vai além de pensar, propor e agir. É mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser!

 

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