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A Força Voluntária

A Força Voluntária transformando a comunidade

Por Plínio Marcos de Sousa e Silva – Jornalista

Comunicando

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08/12/2025 08h00
Por: CAJU
Plínio Marcos de Sousa e Silva
Plínio Marcos de Sousa e Silva

A Força Voluntária transformando a comunidade
Na cidade de Osasco, São Paulo, reside Maristela Leamari Pereira, uma mulher de
68 anos, psicopedagoga, mãe de 3 filhos e avó, que se autodenomina uma mulher
batalhadora, que quer ser fonte de inspiração para outras pessoas e que está sempre
envolvida em algum projeto social. Ela é a alma do Centro de Ação Socioambiental de
Osasco (CEASO), uma ONG que, sob sua liderança, transformou um terreno
abandonado em um farol de esperança e apoio comunitário. Sua história é um
testemunho da dedicação e do poder do voluntariado.
A Inspiração no Voluntariado e o Início do Sonho
O caminho de Maristela no trabalho comunitário foi pavimentado pela sua própria
mãe, uma figura de imensa generosidade que “gostava muito de ajudar as pessoas”, diz
Maristela. Na sua infância, no bairro IAPI de Osasco, a casa da família estava sempre
aberta, e sua mãe organizava festas para as crianças e prestava auxílio a quem
precisasse.
Inspirada por esse exemplo, Maristela se engajou nos Vicentinos, grupo de jovens,
encontro de casais e, mais tarde, formou um “Clube de Mães” na igreja. Ali, as mulheres
compartilhavam conhecimentos de artesanato, fortalecendo a comunidade e criando laços
de amizade.
A busca por um Espaço Físico
Por anos, a luta por um espaço físico foi o principal desafio enfrentado por
Maristela que iniciou uma verdadeira peregrinação por áreas ociosas da cidade. Procurou
a Prefeitura, a Eletropaulo, o Exército e outras instituições em busca de um imóvel ou
terreno para a instalação da ONG. As respostas eram sempre lentas ou negativas. Foi
então que ela compreendeu que, para garantir autonomia e reconhecimento, seria
necessário formalizar o grupo. Assim nasceu, em 2006, a ONG que mais tarde se
transformaria no CEASO.
Mesmo com o registro formal, a conquista do espaço físico só aconteceu em 2017,
após sete anos de incansável procura: um terreno, cedido pela Transpetro, que era antes
um depósito irregular de lixo e entulho. Com esforço coletivo, doações e apoio de pessoas
da comunidade, o local foi limpo e transformado em uma horta orgânica comunitária.
Desde então, o espaço passou a abrigar também oficinas de artesanato, rodas de
conversa, atendimentos jurídicos e projetos sociais voltados à sustentabilidade e à
geração de renda. Maristela relembra que tudo foi construído “com a cara e a coragem”,
apenas com o trabalho voluntário e pequenas doações.
A Força da Parceria com o Instituto Caju
Uma parceria fundamental para a maturidade da ONG foi com o Instituto Caju.
Maristela relata que o Caju é muito importante pois, dentre outras coisas, ajudou o
CEASO a formalizar e dar visibilidade ao seu trabalho e, também, a elaborar projetos e
participar de editais para obtenção de recursos financeiros. Antes do Caju, a ONG não
tinha, por exemplo, o hábito de documentar suas atividades, como tirar fotos das oficinas
para divulgar seu trabalho.
O Instituto contribuiu, portanto, para o fortalecimento do trabalho que a ONG já
realizava, oferecendo apoio institucional e possibilitando melhorias, tanto no recebimento
de recursos financeiros públicos e privados, como na divulgação e ampliação da
visibilidade do CEASO.
Assistência Comunitária
Hoje, o CEASO é um dinâmico centro de assistência. O seu sucesso se baseia em
parcerias estratégicas que ampliam seu alcance. Importantes parcerias como com a
Transpetro, o Instituto Caju, já mencionadas e, ainda, a parceria com o Fórum de
Pequenas Causas de Osasco. Por meio desta parceria, sentenciados que devem cumprir
pena de prestação de serviços comunitários são encaminhados para o CEASO e, assim,
encontram na horta uma oportunidade de prestação de serviços e de reintegração social e
o CEASO se beneficia com a mão de obra fornecida por essas pessoas.
Com o espaço consolidado, o CEASO ampliou suas frentes de atuação oferecendo
também:
• Assistência Jurídica: Atendimento de advogado para orientação jurídica gratuita,
toda quinta-feira;
• Serviço Social: Profissional para assessorar e fazer encaminhamentos de famílias,
incluindo apoio médico;
• Saúde e Educação: Parceria com a UBS (Unidade Básica de Saúde) para palestras
sobre pressão arterial, diabetes e problemas cardiológicos. O CEASO também
promove oficinas sobre alimentação saudável e o uso de PANCs (Plantas
Alimentícias Não Convencionais); e
• Segurança Alimentar: Atende 30 famílias com o Banco de Alimentos de Osasco e,
ainda, providencia cestas básicas para 10 famílias.
Um Legado de Altruísmo e Perseverança
Ao refletir sobre o seu legado, Maristela enfatiza a importância de "fazer o bem
sem olhar a quem, sem receber nada em troca". A sua paixão e a dedicação mostram que
é possível transformar uma comunidade com base na perseverança e no altruísmo. Sua
história inspira outras pessoas a seguir o mesmo caminho, provando que um pequeno ato
de bondade pode gerar um impacto imenso e duradouro.
Com isso, espera deixar um legado para que outras pessoas continuem o trabalho
com perseverança e sem ter a esperança de um retorno pessoal. Para os futuros líderes,
a mensagem é direta e inspiradora:
“Luta e perseverança, porque as coisas não acontecem de um
dia pro outro. É preciso ter disponibilidade e responsabilidade”.
Maristela, que nunca deixou que nada a impedisse de fazer o bem, continua à
frente do CEASO, inspirando a comunidade a plantar não apenas alimentos, mas também
a semente da transformação social.
(Redes Sociais: @ceaso.horta.sustentavel)
Reportagem de Plínio Marcos de Sousa e Silva

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