Foi um sucesso o primeiro Cine Debate do Caju Cultural com a exibição no Centro de Assistência Social O Semeador (CASS), em Santana do Parnaíba, do filme Acordo com Lampião só na boca do fuzil. Em uma sala lotada, na quinta-feira, dia 07/08, com direito a pipoca, refresco e sanduíche de presunto, cerca de 40 pessoas assistiram ao filme, que conta a história dos grandes inimigos de Lampião, em especial os moradores da pequena vila de Nazaré do Pico, em Pernambuco, distrito de Floresta, que o derrotaram muitas vezes. Ao final da exibição, o diretor da película, Marcelo Felipe Sampaio, e o roteirista Moacir Assunção responderam perguntas da plateia.
Entre o público, crianças, adolescentes e membros da comunidade atendida pelo Cass O Semeador que assistiram atentamente ao filme e, no final, aplaudiram a história, baseada no livro Os homens que mataram o facínora -a história dos grandes inimigos de Lampião (Realejo), de autoria de Assunção, em que se baseou o filme. Foi, sem dúvida, uma tarde de aprendizado e conhecimento em que os jovens tiveram a oportunidade de perguntar e trocar ideias com os realizadores do filme. No fim do debate, o livro foi sorteado entre os presentes.
A jovem Iaponira Rodrigues, natural do Ceará, Estado em que se passa parte da trama, como o episódio histórico, ocorrido em 1926, em que Lampião recebeu a patente de capitão dos batalhões patrióticos para enfrentar a Coluna Prestes, por ordem do líder religioso Padre Cícero, afirmou que o filme relembrou fatos de sua infância. “Me lembrei de muita coisa. Deve ter sido muito bom andar por estes lugares”, disse. O diretor contou que sua família foi a responsável pela construção da estátua em homenagem ao Padre Cícero em Juazeiro do Norte. “Outro parente meu, o deputado Leão Sampaio, era oftalmologista e tratou tanto de Padre Cícero quanto do Rei do Cangaço”, explicou.
O público demonstrou interesse pela história da criação do filme e as viagens para o Nordeste com o objetivo de filmar as cenas e entrevistar os personagens. Assunção comentou que o filme demorou cerca de um ano e e meio para ficar pronto e os realizadores tiveram que viajar três vezes ao Pernambuco e Ceará para realizá-lo. “É um filme independente, feito com nossos próprios recursos e sem patrocínio, mas já ganhou seis prêmios – três deles internacionais - e está sendo muito prestigiado nos vários canais de streaming em que está à disposição, como o Amazon Prime, Claro TV, Apple TV e vários outros.”
Até o fim do mês de agosto, haverá mais duas apresentações do filme. Serão na Associação SOS Brasil, entidade da Rede Caju de Assistência Social, e na OSC Fala Negão, da Cohab José Bonifácio, em Itaquera. O Caju Cultural é fruto de uma parceria entre o Instituto Caju e a empresa Minemosine – Memória, História e Produções Culturais, que disponibiliza o filme para exibição e debate.
A primeira instituição filantrópica atendida pelo projeto, o CASS oferece, desde 2003, atendimento às crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. Cerca de 400 voluntários atendem 160 famílias nesta situação na sede, em Santana do Parnaíba, Grande São Paulo.
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