No dia 22 de julho de 2026, o Ciclo 2 – ESG no 3º Setor: Formação de Lideranças e Planejamento em OSCs promoveu uma formação dedicada ao tema Responsabilidade Ambiental, reunindo lideranças, equipes e colaboradores de Organizações da Sociedade Civil.
A aula foi conduzida por Samantha Suely Alves, geógrafa, educadora ambiental, empreendedora social e catadora de materiais recicláveis, além de fundadora do Ciclo Infinito Consciente.
Com experiência em ESG, economia circular e gestão de resíduos sólidos, Samantha trouxe para a formação uma perspectiva que une conhecimento, experiência prática e atuação socioambiental. Sua trajetória também está ligada à UNICATA – Universidade e para Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis, onde é aluna e integra o Conselho Gestor.
Durante a formação, os participantes foram convidados a refletir sobre como as próprias OSCs podem incorporar a responsabilidade ambiental à sua gestão.
A discussão passou por temas como:
A proposta foi mostrar que ESG não deve ser tratado apenas como um conceito, mas como uma prática que pode estar presente nas decisões e no cotidiano das organizações.
Um dos pontos de destaque da formação foi a valorização dos catadores de materiais recicláveis.
O trabalho desses profissionais representa uma contribuição fundamental para a cadeia da reciclagem e para a sustentabilidade das cidades. Mais do que recolher materiais, os catadores possuem conhecimentos construídos a partir da experiência e participam diretamente dos processos de recuperação, separação e encaminhamento de resíduos.
A formação também trouxe reflexões sobre o preconceito e a invisibilidade que ainda atingem esses trabalhadores, reforçando a importância do reconhecimento profissional, da inclusão e da melhoria das condições de trabalho.
Outro aspecto abordado foi a relação entre sustentabilidade e inclusão social.
A reciclagem pode contribuir para a geração de renda, autonomia, inclusão produtiva e fortalecimento comunitário, mostrando que as dimensões ambiental e social podem caminhar juntas.
Nesse sentido, pensar ESG no Terceiro Setor significa perguntar não apenas “como reduzir os resíduos?”, mas também “como podemos valorizar e incluir as pessoas que fazem parte dessa cadeia?”
A trajetória de Samantha também reforçou a importância de reconhecer diferentes formas de conhecimento.
A experiência da UNICATA, apresentada durante a formação, evidencia a possibilidade de aproximação entre universidade, conhecimento acadêmico e saberes construídos pelos próprios catadores.
Essa troca fortalece o protagonismo das comunidades e contribui para a construção de soluções socioambientais mais conectadas à realidade.
As Organizações da Sociedade Civil possuem um papel estratégico nessa agenda.
Por meio de projetos de educação ambiental, reciclagem, combate ao desperdício, inclusão produtiva e mobilização comunitária, as OSCs podem aproximar comunidade, catadores, empresas, poder público e instituições de ensino.
A responsabilidade ambiental, portanto, pode deixar de ser apenas uma preocupação e se transformar em projetos, parcerias, indicadores e resultados concretos.
A formação também propôs uma reflexão prática: o que cada organização pode começar a fazer pela sustentabilidade?
Separar corretamente os resíduos, reduzir desperdícios, estabelecer parcerias com catadores, promover educação ambiental e repensar hábitos de consumo são exemplos de ações que podem começar dentro das próprias organizações.
A transformação pode começar com uma pequena mudança, mas ganha força quando existe planejamento, participação e compromisso coletivo.
“Quando conhecimento, propósito e ação caminham juntos, a transformação deixa de ser um sonho e se torna realidade.”
A formação de Responsabilidade Ambiental, conduzida por Samantha Suely Alves, reforçou justamente essa ideia: construir um Terceiro Setor mais sustentável exige conhecimento, responsabilidade, respeito às pessoas e disposição para transformar práticas em ações.
Sustentabilidade • Governança • Impacto Social • Transformação
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