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Aula 5 do Instituto Caju fortalece conhecimento das OSCs sobre a Política de Assistência Social

Capacitação abordou SUAS, PNAS, organização institucional, qualificação das equipes e os critérios para reconhecimento das entidades junto aos conselhos de assistência social.

17/06/2026 15h40
Por: CAJU

CHAPÉU: Formação e Capacitação

Aula 5 do Instituto Caju fortalece conhecimento das OSCs sobre a Política de Assistência Social

Encontro abordou legislação, organização institucional, qualificação das equipes e os caminhos para o reconhecimento das entidades junto aos conselhos

Por: Redação

Compreender a legislação que rege a assistência social é um passo fundamental para que organizações da sociedade civil atuem de forma qualificada, sustentável e alinhada às políticas públicas. Pensando nisso, o Instituto Caju realizou a Aula 5 de seu programa de formação, dedicada ao aprofundamento da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da organização institucional das entidades que atuam na área.

A capacitação reuniu representantes de organizações sociais, gestores, técnicos e lideranças comunitárias para discutir os principais instrumentos legais que orientam a oferta dos serviços socioassistenciais no Brasil. O encontro destacou que o conhecimento dessas normas não é apenas uma exigência burocrática, mas uma ferramenta estratégica para ampliar o impacto social das instituições e garantir acesso a recursos, certificações e parcerias.

Durante a aula, os participantes conheceram a estrutura da Política Nacional de Assistência Social, responsável por organizar a assistência social em três níveis de proteção. A Proteção Social Básica atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Já a Proteção Social Especial atende pessoas que tiveram seus direitos violados, sendo dividida em média e alta complexidade, conforme o grau de proteção necessário.

Outro tema central foi o funcionamento do Sistema Único de Assistência Social. A Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS) estabelece as responsabilidades dos municípios, estados e da União, além de definir mecanismos de gestão, financiamento e monitoramento dos serviços. Já a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos (NOB-RH) orienta a composição das equipes técnicas e reforça a necessidade de profissionais qualificados para a execução dos atendimentos.

A formação também esclareceu uma dúvida recorrente entre as organizações: a diferença entre projetos, programas e serviços. Enquanto os projetos possuem início, meio e fim definidos, os programas reúnem ações que podem ser executadas de forma contínua ao longo dos anos. Os serviços, por sua vez, são permanentes e seguem as diretrizes da Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.

Os participantes foram orientados ainda sobre um princípio essencial da assistência social: a gratuidade. Para ser reconhecido como serviço socioassistencial, o atendimento deve ser totalmente gratuito, sem cobranças de mensalidades, taxas ou contribuições obrigatórias. Quando há cobrança, a atividade passa a ser caracterizada como econômica ou de geração de renda, deixando de se enquadrar como assistência social.

Outro ponto destacado foi a importância da articulação das instituições com a rede pública de atendimento. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) exercem papel fundamental no encaminhamento e acompanhamento das famílias atendidas. A integração entre organizações sociais e equipamentos públicos fortalece a rede de proteção social e amplia a efetividade das ações desenvolvidas nos territórios.

A aula também abordou o conceito de matricialidade sociofamiliar, princípio que coloca a família no centro das intervenções sociais. A proposta é compreender o contexto familiar dos usuários e desenvolver estratégias que promovam fortalecimento de vínculos, autonomia e proteção social. Segundo os especialistas, os resultados tendem a ser mais consistentes quando as ações envolvem toda a família e não apenas o indivíduo atendido.

A territorialização foi apresentada como outro elemento fundamental para o planejamento institucional. Conhecer a realidade local, as características culturais da comunidade, suas vulnerabilidades e potencialidades permite que os projetos sejam mais eficientes e alinhados às necessidades reais da população.

Os participantes também receberam orientações sobre a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, documento que define quais serviços podem ser ofertados, seus objetivos, público-alvo e resultados esperados. O alinhamento das atividades da instituição à tipificação é indispensável para obtenção de registros, certificações e aprovação junto aos conselhos de assistência social.

Durante o encontro, foram apresentadas ainda as três formas de atuação reconhecidas para as organizações da assistência social: atendimento direto à população, assessoramento a outras entidades e ações de defesa e garantia de direitos. Essas modalidades ampliam as possibilidades de atuação das OSCs e fortalecem sua contribuição para o desenvolvimento social dos territórios.

Encerrando a formação, os participantes conheceram o papel estratégico do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), órgão responsável pela inscrição, fiscalização e acompanhamento das entidades e serviços socioassistenciais. Foram apresentados os critérios necessários para o reconhecimento institucional, além das etapas do processo de inscrição e regularização das organizações.

A Aula 5 reforçou que a atuação no terceiro setor exige planejamento, conhecimento técnico, responsabilidade social e compromisso com a legislação. Mais do que cumprir exigências legais, compreender a Política de Assistência Social significa fortalecer a qualidade dos serviços prestados, ampliar a proteção social oferecida às famílias e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

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