No dia 18 de maio de 2026, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a rede intersetorial e socioassistencial do território do CRAS Primeiro de Maio promoveu uma mobilização comunitária no Jardim Conceição/Primeiro de Maio, em defesa da proteção da infância e da adolescência.
A atividade integrou a campanha do Maio Laranja, que busca conscientizar a sociedade sobre a importância de prevenir e enfrentar todas as formas de violência sexual contra crianças e adolescentes. A data também mantém viva a memória de Araceli Crespo Pizzani, menina de oito anos vítima de violência sexual e assassinada em Vitória, em 1973 ... crime que se tornou símbolo nacional da luta pela proteção da infância.
A caminhada teve início na Associação Camila, reunindo profissionais do CRAS Primeiro de Maio, organizações da sociedade civil, entre elas a Verba Amar, além de lideranças comunitárias, famílias e moradores do território. Juntos, eles percorreram as ruas do bairro levando mensagens de conscientização, reafirmando o compromisso coletivo de proteger crianças e adolescentes.
O percurso foi encerrado no CEU das Artes Camila Rossafa, onde a comunidade participou de um momento de diálogo e reflexão. Lideranças locais e representantes da rede socioassistencial ressaltaram a importância da denúncia, da escuta qualificada e do fortalecimento das redes de proteção.
A programação também contou com apresentações culturais que deram voz às crianças e adolescentes do território. Um dos momentos mais marcantes foi a apresentação de um rap composto e interpretado por adolescentes participantes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) da Associação Camila, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Assistência Social de Osasco.
A música, criada coletivamente pelos jovens, trouxe mensagens de coragem, proteção e respeito, reforçando que o silêncio não pode prevalecer diante da violência. A letra enfatiza que crianças têm direito ao cuidado, à dignidade e à proteção, e que falar sobre o abuso é um passo essencial para romper ciclos de violência.
A mobilização reafirmou que a proteção das crianças e adolescentes é responsabilidade de toda a sociedade e que ações comunitárias, educativas e culturais são fundamentais para fortalecer a rede de cuidado e garantir que nenhuma violência seja ignorada.















Sensação
Vento
Umidade





